segunda-feira, 4 de abril de 2016

O PERIGO DE INGERIR PRATA EM EXCESSO POR LONGO PERÍODO E MAL FEITA.

O PERIGO DE INGERIR PRATA EM EXCESSO POR LONGO PERÍODO E MAL FEITA.
Um aviso aos universitários formados no Google, que acolhem todo tipo de informação selecionando as mais fáceis e mais praticas que custam menos.
É um texto original de 2007, apenas informativo preparado pelo Comitê de Reações Adversas a Medicamentos Advisory (ADRAC) australiano, para deixar de sobre aviso os espertos que querem milagres e não se atentam a responsabilidade do uso da prata coloidal, de seus sais, assim como qualquer outro medicamento ou substância encontrada na natureza.
“PRATA COLOIDAL Riscos à saúde associados com a ingestão crônica Austrália. O ADRAC recebeu quatro notificações de toxicidade por prata (argyria) após a ingestão de produtos caseiros contendo prata coloidal (minúsculas partículas de prata metálica suspensas em líquido) preparadas com um “gerador de prata coloidal”:
• Um garoto de cinco anos de idade, que ingeriu prata coloidal diariamente por vários meses, apresentou coloração acinzentada da pele e língua, e função hepática anormal.
• Um homem idoso, que ingeriu prata coloidal diariamente por seis meses, necessitou de internação hospitalar por fadiga debilitante acompanhada de coloração azulada da pele, cardiomiopatia dilatada, amnésia e fala incoerente.
• Um homem idoso, que consumiu um líquido produzido por um “gerador de prata coloidal” por mais de quatro anos, apresentou coloração acinzentada da pele.
• Um homem adulto, que ingeriu prata coloidal de produção caseira diariamente por três anos, além de aplicá-la topicamente após barbear-se, apresentou coloração generalizada da pele.
Não existem produtos contendo prata coloidal aprovado para comercialização na Austrália. O ADRAC alerta que, com a exceção de formulações tópicas de prata, não há evidências que embasem a segurança ou eficácia a não ser pelo método de fabricação; que a prata não oferece nenhum benefício nutricional e que sua bem estabelecida toxicidade pode ocorrer com todas as formas do metal, inclusive sais de prata ou coloides. A argyria é a principal toxicidade associada com a ingestão crônica ou absorção tópica da prata, inclusive das formas coloidais da prata. Ela é caracterizada por uma coloração cinza-azulada irreversível da camada subepitelial da pele. E mais tarde, toda a pele, tecidos profundos, membranas mucosas, unhas, conjuntiva, córnea e cristalino podem ser afetados. A coloração pela argyria pode ser diagnosticada erroneamente como cianose, metemoglobinemia ou hemocromatose. Outras toxicidades associadas com a ingestão da prata podem incluir: neuropatias periféricas, convulsões e alterações hematológicas, cardíacas, hepáticas ou nefrotóxicas. O ADRAC não recebeu notificações de argyria associadas com bens terapêuticos legitimados contendo formulações de prata que continuam apropriados, como, por exemplo, nitrato de prata tópico para conjuntivite neonatal ou sulfadiazina de prata para queimaduras.
Referência: Australian Adverse Drug Reactions Bulletin 26(5): 19, October 2007.
Fonte: https://www.tga.gov.au/sites/default/files/aadrb-0710.pdf


ANALISE DO TEXTO

Vamos relembrar outras publicações, onde dizemos que a prata deve:

- ser preparada seguindo métodos;
- todo prata coloidal feita em casa possui uma porcentagem de prata iônica e deve ser preparada para que seja reduzida através de método adequado;
- a prata deve ser usada se necessário;
- não use em crianças sem orientação e acompanhamento médico;
- busque orientação sobre dosagem e necessidade, pois o diagnóstico preciso e a orientação de um profissional da saúde é de suma importância;
- para fazer use fonte configurada adequadamente;
- leia fontes confiáveis e não rentáveis;
- se não entende, pergunte.
- Prata tomada por longos períodos em doses grandes podem causar problemas;
- prata mal feita gera cloretos, nitratos, carbonatos entre outros que acumulam na pele e órgãos.
- a prata coloidal verdadeira é amarela;
- a prata coloidal verdadeira é amarga de suave a forte conforme a quantidade de partículas;
- a prata com coloides totais é estável e não se altera na presença de ar e luz, como geralmente é feita com fontes em casa, aconselha-se usar frascos âmbar para armazenar, pois a porcentagem de prata iônica é sensível ao ultra violeta.
- Prata ideal para ser ingerida não deve ultrapassar 20 ppm, uso externo até 30 é suficiente.
- O EPA e o FDA determinaram margem de segurança para dose da verdadeira prata não fazer mal, siga, já publicamos como calcular.

E assim tantas outras informações nos posts anteriores para você entender.
Se vai usar seja responsável. Você se deixa enganar porque quer.

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