segunda-feira, 12 de novembro de 2018

CANDIDA ALBICANS E PRATA COLOIDAL

ANÁLISE ULTRAESTRUTURAL DE CANDIDA ALBICANS QUANDO EXPOSTA A PRATA COLOIDAL

Candida albicans é o patógeno fúngico mais comum em humanos e, recentemente, alguns estudos relataram a atividade antifúngica de nanopartículas de prata (AgNPs) contra algumas espécies de Candida . Entretanto, análises ultraestruturais sobre a interação de AgNPs com esses microorganismos não foram relatadas. Neste trabalho avaliamos o efeito de AgNPs em C. albicans , e a concentração inibitória mínima (MIC) foi encontrada para ter um efeito fungicida. A IC 50 também foi determinada, e o uso de AgNPs com fluconazol (FLC), uma droga fungistática, reduziu a proliferação celular.

Para entender como as AgNPs interagem com células vivas, a distribuição ultraestrutural de AgNPs neste fungo foi determinada. A análise por microscopia eletrônica de transmissão (MET) revelou um alto acúmulo de AgNPs fora das células, mas também nanopartículas menores (NPs) localizadas em todo o citoplasma. A análise por espectroscopia de dispersão de energia (EDS) confirmou a presença de prata intracelular. A partir dos nossos resultados, assume-se que as AgNPs utilizadas neste estudo não penetram na célula, mas liberam íons de prata que se infiltram na célula levando à formação de NPs através da redução por compostos orgânicos presentes na parede celular e no citoplasma.

ESTUDO COMPLETO EM:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4188582/

TRADUZIDO:
https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4188582/&prev=search


Conclusões

Os resultados obtidos neste estudo complementam as pesquisas existentes sobre o uso potencial de nanomateriais na biomedicina. A capacidade fungicida das AgNPs funcionalizadas com PVP foi determinada. Foi claramente demonstrado que, embora não tenha sido observado nenhum dano dramático às células fúngicas, pelo menos após o tempo de exposição de 24 h, nenhuma viabilidade celular foi registrada. Outro resultado importante foi descobrir que o modo de ação das AgNPs é agregar fora das células fúngicas, liberando íons de prata e, assim, induzindo a morte celular através do processo de redução resultante da interação dos componentes celulares com a prata iônica.

IMAGEM
Caracterização química de nanopartículas intracelulares.

A) Imagem HAADF na qual foi realizada a análise de AgNPs internas,

B) Visão mais próxima das partículas internas-externas,

C) Imagem amplificada da partícula interna analisada, (

D-F) Imagens da partícula interna analisada,

G) Análise EDS mostrando a presença de prata,

H) Variação de Ag e Os ao longo de uma linha traçada nos pontos vizinhos próximos da partícula indicada por uma seta amarela nas Figs. A a E; pontos amostrados podem ser vistos como pontos pretos em D e E. Setas amarelas apontam partícula analisada, setas vermelhas apontam AgNPs extracelulares. A área fechada em

(F) indica a zona onde a análise química foi conduzida, e a imagem no canto superior é o padrão de difração da partícula analisada, confirmando a presença de prata cristalina.

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