domingo, 31 de agosto de 2014

Beber água destilada faz mal?

Não. A questão não é faz mal ou não, a questão é que ao ingerir água mineral ou "torneiral", você ingere uma grande quantidade de minerais que ajudarão no "equilíbrio osmótico" das células do seu organismo.







A ÁGUA


   A quantidade de água e sais minerais na célula e nos organismos deve ser perfeitamente balanceada, qualificando o chamado equilíbrio hidrossalino.
Esse equilíbrio é fator decisivo para a manutenção da homeostase.
Além disso, eles desempenham numerosos papéis de relevante importância para a vida da célula.
A queda do teor de água, nas células e no organismo, abaixo de certo limite, gera uma situação de desequilíbrio hidrossalino, com repercussões nos mecanismos osmóticos e na estabilidade físico-química (homeostase). Isso caracteriza a desidratação e põe em risco a vida da célula e do organismo.

A água é obtida através da ingestão de alimentos sólidos ou pastosos, de líquidos e da própria água. Alguns animais nunca bebem água, eles a obtêm exclusivamente através dos alimentos.
Ao fim das reações de síntese protéica, glicídica e lipídica, bem como ao final do processo respiratório e da fotossíntese, ocorre a formação de moléculas de água. Por isso o teor de água no citoplasma é proporcional à atividade celular. Nos tecidos muscular e nervoso sua proporção é de 70 a 80%, enquanto que no tecido ósseo é de cerca de 25%.
Além da atividade da célula ou tecido, o teor de água em um organismo depende também da espécie considerada. Nos cnidários (águas-vivas) sua proporção pode chegar a 98%, nos moluscos é um pouco maior do que 80%, na espécie humana varia entre 60 e 70%.
A proporção varia também com a idade do indivíduo. Nos embriões, a quantidade de água é maior do que nos adultos.

Importância da Água
  • Ela representa o solvente universal dos líquidos orgânicos. É o solvente do sangue, da linfa, dos líquidos intersticiais nos tecidos e das secreções como a lágrima, o leite e o suor.
  • É a fase dispersante de todo material citoplasmático. O citoplasma nada mais é do que uma solução coloidal de moléculas protéicas, glicídicas e lipídicas, imersas em água.
  • Atua no transporte de substâncias entre o interior da célula e o meio extracelular.
  • Grande número de reações químicas que se passam dentro dos organismos compreende reações de hidrólise, processos em que moléculas grandes de proteínas, lipídios e carboidratos se fragmentam em moléculas menores. Essas reações exigem a participação da água.
  • Pelo seu elevado calor específico, a água contribui para a manutenção da temperatura nos animais homotermos (aves e mamíferos).

OS SAIS MINERAIS

  • Eles representam substâncias reguladoras do metabolismo celular.
  • São obtidos pela ingestão de água e junto com alimentos como frutos, cereais, leite, peixes, etc.
  • Os sais minerais têm participação nos mecanismos de osmose, estimulando, em função de suas concentrações, a entrada ou a saída de água na célula.
  • A concentração dos sais na célula determina o grau de densidade do material intracelular em relação ao meio extracelular. Em função dessa diferença ou igualdade de concentração é que a célula vai se mostrar hipotônica, isotônica ou hipertônica em relação ao seu ambiente externo, justificando as correntes osmóticas ou de difusão através da sua membrana plasmática.
Portanto, a água e os sais minerais são altamente importantes para a manutenção do equilíbrio hidrossalino, da pressão osmótica e da homeostase na célula.

Importância dos Sais Minerais

Os sais podem atuar nos organismos na sua forma cristalina ou dissociados em íons.
Os sais de ferro são importantes para a formação da hemoglobina. A deficiência de ferro no organismo causa um dos tipos de anemia.
Os sais de iodo têm papel relevante na ativação da glândula tireóide, cujos hormônios possuem iodo na sua fórmula. A falta de sais de iodo na alimentação ocasiona o bócio.
Os fosfatos e carbonatos de cálcio participam na sua forma cristalina da composição da substância intercelular do tecido ósseo e do tecido conjuntivo da dentina. A carência desses sais na alimentação implica no desenvolvimento anormal de ossos e dentes, determinando o raquitismo. Como íons isolados, os fosfatos e carbonatos atuam no equilíbrio do pH celular.
Os íons de sódio e potássio têm ativa participação na transmissão dos impulsos nervosos através dos neurônios.
Os íons cálcio atuam na contração das fibras musculares e no mecanismo de coagulação sangüínea.
Os íons magnésio participam da formação da molécula de clorofila, essencial para a realização da fotossíntese.
Os íons fósforo fazem parte da molécula do ATP (composto que armazena energia) e integra as moléculas de ácidos nucléicos (DNA e RNA).

Os sais mais comuns na composição da matéria viva são os cloretos, os carbonatos, os fosfatos, os nitratos e os sulfatos (de sódio, de potássio, de cálcio, de magnésio e outros)


http://aprendaki.webcindario.com/textos/citoquimica.htm



Como a água destilada não contém esses minerais ela passará direto pelo seu organismo, e ao invés de liberar os sais que as células precisam, levará com ela o que estiver no organismo, causando diarreia se ingerida em excesso, por isso , não troque toda água que você bebe por água destilada.

 Até pouco tempo havia uma linha que era contra por causa disso, agora virou moda. Cuidado com modismos e afirmações sem provas científicas e estudos do que acontece no seu corpo quando ingerida, principalmente em grandes quantidades.

A milênios bebemos água com minerais.


Outro fator: a água destilada desidrata.

Resumindo:

   A água destilada pode ser consumida sem quaisquer problemas, desde que a alimentação contenha os íons necessários ao organismo. É possível, inclusive, que o consumo de água destilada possa prevenir ou diminuir o aparecimento de pedras nos rins. No entanto, o consumo desta água desmineralizada não deve ser necessariamente assumido como benéfico à saúde de qualquer um. Em determinadas situações, poderá provocar carências iônicas e faltas minerais, inclusive diarreias, dependendo do consumo e absorção proveniente de outros alimentos.
   Há relatos de profissionais relacionados ao fisiculturismo e à estética que costumam beber água destilada antes de suas mostras ou apresentações, pois a substância reduz a aparência de inchaço muscular. Esta aparência ocasiona, na realidade, em desidratação do organismo.


Bem, fica a pergunta, pois não achei nenhum estudo profundo sobre a ingestão da água destilada e provas concretas, apenas depoimentos, afirmações e dissertações muito bonitas, sem nenhum parâmetro cientifico válido, testes, etc que confirmem que o uso continuo e tão somente dessa água faz tudo que afirmam. 
Se algum tiver estudos sobre seria ótimo mostrar e mais, quem afirma, bebe?

E ficam as perguntas?

- Estudos e testes de quem bebe a pelo menos 1 ou 2 anos , tem?
- Quem afirma toma?
- Quem afirma dá para a família?
- O que acontece se eu tomar por 10 anos, tão e somente água destilada, sem reposição mineral diária necessária?

Reflita e leia.



DICAS DE LEITURA

EFEITOS NA SAÚDE AO BEBER ÁGUA DESTILADA:
http://www.cyber-nook.com/water/distilledwater.htm

Google Tradutor: http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.cyber-nook.com/water/distilledwater.htm&prev=/search%3Fq%3DStudies%2Bshow%2Bthat%2Bdistilled%2Bwater%2Bdehydrates%26es_sm%3D93



MORTE PRECOCE VEM COM A INGESTÃO REGULAR DE ÁGUA DESTILADA:


Riscos a sáude em beber água destilada


Organização mundial da saúde : Água Potável 

Day Chet : Poruqe digo não a água destilada




Por que usar água sem partículas, sem íons para fazer a prata coloidal e o ouro coloidal?

Simples,

1º)  Porque se conter partículas, como você irá saber quantas partículas terá de prata?

2º) Outros minerais podem alterar os resultados, pois as partículas da prata "grudam" nas moléculas da água e se colarem em outras moléculas de outros minerais, você obterá o que?

3º) No caso do ouro, é acrescido sais, mas, com a intenção de dispersão as partículas e estabilizar a solução coloidal. Cada substância para se fazer coloide, precisa de um método, por isso são soluções coloidais, pois cada uma se comporta de uma maneira.

4º) Água para fazer solução coloidal tem que ser pura, sem partículas, simplificando, sem partículas, sem íons.
Aí você me pergunta, no caso da prata como haverá condutividade se não há íons na água?

Respondo, como não há íons? A água se auto ioniza, não sabia?

Auto-Ionização da água (ou auto-dissociação da água) é uma reação química onde duas moléculas de água reagem para produzir umhidrônio (H3O+) e um hidróxido (OH-):
2 H2(l) \rightleftharpoons  H3O+ (aq) + OH- (aq)
Este é um exemplo de autoprotólise, e mostra a natureza anfótera da água.
A água, mesmo pura, não é um simples emaranhado de moléculas de H2O. Mesmo na água "pura", equipamentos sensíveis podem detectar uma quantidade muito pequena de condutividade elétrica de 0,555 µS·cm-1. De acordo com teorias de Svante Arrhenius, isto se deve à presença deiões.


Agora vamos acabar com a confusão das águas?

ÁGUA FILTRADA
      Processo de filtração, onde há remoção de cloro, partículas e matéria orgânica da água através da filtragem com filtros de cerâmica. Não há eliminação de íons e bactérias a não ser que se use carvão ativo ou mesmo a parta coloidal. Não é adequada para a produção da prata coloidal.


ÁGUA DESTILADA
        Água destilada consiste numa água quimicamente pura, isto é, purificada por destilação de modo a eliminar os sais nela dissolvidos e outros compostos.
A água destilada em equilíbrio com o dióxido de carbono do ar apresenta uma condutividade de cerca de 0,8 x 10-6 siemens cm-1 a18 ºC. Esta água, por vezes, é designada por água condutiva. A limitação na condutividade é devida à auto-ionização. É a mais pura e a ideal.

 Lembrando que a água destilada industrializada contem resíduos de desinfetantes como propil-álcool e outros mais, estamos falando de água destilada feita a partir de um destilador laboratorial ou portátil.


ÁGUA DEIONIZADA

     A água desionizada é uma água muito semelhante à destilada, mas muito mais barata. Pode 
conter vestígios de sódio. Obtém-se através da passagem por colunas de permuta iônica.
 
       A desionização é por vezes usada, como processo complementar no tratamento da água para distribuição urbana. É um processo químico, muito rápido, que produz água pura, isenta de partículas, iões e substâncias orgânicas, sendo geralmente semelhante a água destilada.
  O processo mais vulgar consiste em fazer passar a água através de colunas de enchimento, permutadoras de iões, denominadas “desionizadores” contendo resinas de troca, ou permuta iônica. Estas resinas são constituídas por polímeros com grupos com carga elétrica, positiva ou negativa, que podem ser permutados com iões da solução. A resina catiônica substitui contaminantes catiônicos por iões H+, sendo os catiões mais vulgarmente removido o cálcio, o magnésio, o ferro, o alumínio, o manganês, o cobre, o zinco, o crómio e o níquel. Por sua vez, a resina aniônica substitui contaminantes aniônicos, como por exemplo o nitrato, o fosfato, o clorato, o clorito, o cloreto, o sulfato, o sulfito, o sulfureto, o nitrito e o fluoreto que são os mais comuns, por iões OH-.
A água desionizada é utilizada em laboratórios de análises clínicas, em análises físico-químicas, em investigação e em indústrias finas, como a farmacêutica e cosmética.
A figura 1 mostra o esquema de um desionizador de uma só coluna e respetivo funcionamento.
desionizador final.jpg
http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Água_Desionizada


ÁGUA DE OSMOSE REVERSA
   Osmose reversa é um processo semelhante como ocorre dentro de uma célula. A osmose reversa ocorre através de uma membrana semipermeável que absorve o sal e componentes nocivos à saúde humana e deixa passar apenas a água limpa.
   http://www.hsosmosereversa.com.br/osmose-reversa.php


 Portanto, a adequada para fazer a prata coloidal e o ouro coloidal é a destilada, podendo se não encontrar usar a deionizada purificada de qualidade.







Estabilidade das particulas de ouro coloidal

Nanopartículas de ouro

As mesmas observações obtidas anteriormente foram verificadas na preparação de nanopartículas de ouro. Foi obtida uma solução coloidal vermelha altamente estável de nanopartículas de ouro, sendo que, neste caso, a estabilidade desta suspensão é devida à presença de íons citrato que estão adsorvidos às superfícies das nanopartículas.


A formação da suspensão de ouro coloidal envolve a redução de Au3+ para Auº pela ação do citrato de sódio como agente redutor, resultando na formação de nanopartículas que possuem rede cúbica de face centrada, com tamanho de partículas definido pela concentração de citrato de sódio presente no meio. Os íons Au3+ são introduzidos ao meio reacional a partir do ácido tetracloroáurico, que é a forma ácida do cloreto de ouro (III) e cuja estrutura é mostrada na Figura 2S, material suplementar, juntamente com as estruturas químicas do citrato de sódio e cistamina.

Neste caso, não houve resfriamento, visto que o citrato é um agente redutor mais brando para o ouro que o boroidreto é para a prata. Ao contrário, houve aquecimento da solução até a ebulição de modo a favorecer a redução do ouro, sendo que não houve a necessidade de adição lenta do agente redutor, como no procedimento das nanopartículas de prata. Neste processo de formação, observaram-se mudanças de coloração do meio reacional de incolor para lilás e, então, para vermelho, que se intensificou até o final da síntese. Após aproximadamente 5 min, a solução resultante apresentou uma coloração vermelha intensa.



Testes de estabilidade

Foram realizados testes para a avaliação da estabilidade da suspensão de nanopartículas de ouro obtida, através da adição ao meio reacional de espécies que afetam esta estabilidade.
A cistamina foi adicionada ao Tubo G, promovendo a agregação das partículas de ouro devido à criação de uma espécie de ligação cruzada entre as mesmas. Este fenômeno é resultado da presença de quatro centros básicos de Lewis em diferentes posições na molécula de cistamina, o que pode levar à interação ácido-base desta molécula com mais de uma nanopartícula de ouro, favorecendo sua agregação. A agregação das nanopartículas de ouro é instantaneamente evidenciada pela mudança de cor da solução de vermelho intenso para azul escuro.O processo de agregação das nanopartículas pela ação da cistamina é esquematizado na Figura 3S, material suplementar.


A adição de solução de cloreto de sódio ao Tubo H também promoveu a agregação das partículas devido ao aumento da força iônica do meio, sendo que a estabilidade desta solução inicial foi aumentada quando a solução aquosa de PVP ou PVA foi adicionada ao meio reacional (Tubo I), de maneira análoga ao ocorrido com as nanopartículas de prata.

Figura 4 apresenta os espectros de absorção na região do UV-Vis para os dois estados de agregação das nanopartículas de ouro observados no experimento, antes e depois da adição de cistamina, e também uma pequena imagem das soluções coloidais obtidas no experimento.




A banda referente aos plasmons de superfície para a amostra recém-preparada ocorre em 519 nm (Tubo F). De acordo com a literatura, esse é o valor esperado para nanopartículas de diâmetros próximos a 12 nm. Essa solução coloidal de ouro vermelho também foi analisada por microscopia eletrônica de transmissão, antes e após a adição de agentes aglutinantes e as micrografias são mostradas na Figura 5. As nanopartículas de ouro recém-preparadas (Figura 5a) possuem diâmetro médio de 21 nm, como previsto na literatura32 e muito próximo do valor calculado pelo espectro UV-vis.




Ao adicionar cistamina, houve a mudança da cor da solução para uma coloração azul escura, cujo espectro UV-vis é mostrado na Figura 4b. Nesse caso, a banda de absorção dos plasmons de superfície é deslocada para 528 nm, juntamente com o surgimento de uma nova banda mais larga, centrada em 758 nm, também devido ao aumento de anisotropia das nanopartículas.15,32 Essa mudança no perfil do espectro eletrônico é condizente com a agregação das nanopartículas de ouro, como evidenciado por imagens de TEM. A Figura 5b mostra a imagem obtida após a adição de cistamina, onde é possível observar que não houve o crescimento significativo das partículas, com diâmetro médio de 22 nm, no entanto, observou-se uma forte agregação das mesmas.37-39


FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422012000900030

OURO COLOIDAL

OURO

ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico de número atômico 79 (79 prótons e 79 elétrons) que está situado no grupo onze (IB) da tabela periódica, e de massa atômica 197 u. O seu símbolo é Au (do latim aurum).
Conhecido desde a Antiguidade, o ouro é utilizado de forma generalizada em joalhariaindústria e eletrônica, bem como reserva de valor.
TAMBÉM USADO COMO ANTI-INFLAMATÓRIO em casos de artrose, artrite reumatóide. Ótimo para memória, é antipirético, diminuindo a dor reumática. Na pele, estimula a produção de colágeno diminuindo as rugas e marcas de expressão e auxiliando na cicatrização.
Há estudos onde o ouro ajuda no tratamento do câncer colando na célula cancerosa e impedindo que se alimente de colesterol e morra de fome.
Para tratamentos usa-se em forma de injeções, via oral como nano partículas ou coloide.



APLICAÇÕES

  • O ouro exerce funções críticas em computadores, comunicaçõesnaves espaciais, motores de reação na aviação, e em diversos outros produtos.
  • A sua elevada condutividade elétrica e resistência à oxidação têm permitido um amplo uso em eletrodeposição, ou seja, cobrir com uma camada de ouro por meio eletrolítico as superfícies de conexões elétricas, para assegurar uma conexão de baixa resistência elétrica e livre do ataque químico do meio. O mesmo processo pode ser utilizado para a douragem de peças, aumentando a sua beleza e valor.
  • Como a prata, o ouro pode formar amálgamas com o mercúrio que, algumas vezes, é empregado em restaurações dentárias.
  • O ouro coloidal (nano-partículas de ouro) é uma solução intensamente colorida que está sendo pesquisada para fins médicos ebiológicos. Esta forma coloidal também é empregada para criar pinturas douradas em cerâmicas.
  • O ácido cloroáurico é empregado em fotografias.
  • isótopo de ouro 198Au, com meia-vida de 2,7 dias, é usado em alguns tratamentos de câncer e em outras enfermidades.
  • É empregado para o recobrimento de materiais biológicos, permitindo a visualização através do microscópio eletrônico de varredura (SEM).
  • Utilizado como cobertura protetora em muitos satélites porque é um bom refletor de luz infravermelha.



PAPEL BIOLÓGICO

O ouro não é um elemento químico essencial para nenhum ser vivo. Alguns tiolatos (ou semelhantes) de ouro (I) são empregados como anti-inflamatórios no tratamento de artrites reumatóides e outras enfermidades reumáticas. O funcionamento destes sais de ouro não é bem conhecido. O uso do ouro em medicinal é conhecido como crisoterapia.
A maioria destes compostos são pouco solúveis, portanto devem ser injetados. Alguns são mais solúveis e podem ser administrados via oral, sendo melhor tolerados. Este tratamento pode apresentar efeitos secundários, geralmente leves, porém é a primeira causa do abandono do tratamento pelos pacientes.


CRISIOTERAPIA

 Crisoterapia ou auroterapia são termos utilizados para designar o tratamento com compostos de ouro . Os sais de Ouro acumulam-se lentamente no organismo humano e, passado algum tempo, reduzem a inflamação. Os sais de Ouro são por isso utilizados para modificar a progressão de: artrite reumatóide, doenças inflamatórias do intestino, artrite psoríaca, Lúpus Eritmatoso e Artrite Reumatóide Juvenil. Atualmente, os sais de Ouro não são frequentemente utilizados para tratar crianças com Artrite Juvenil Ideopática, convencionalmente utiliza-se Metrotexato. Os sais de Ouro são, por vezes, utilizados em crianças com poliartrite progressiva que não respondem à terapia com fármacos anti-inflamatórios não esteróides (metrotexato) e a outras medicações. Este tratamento é algo dispendioso, uma vez que implica controlo médico e laboratorial.

MECANISMOS DE AÇÃO
O processo químico através do qual o Ouro consegue atrasar a progressão da artrite ainda não está completamente explicado. No entanto, dados obtidos através da análise decrisoterapia com aurotiomalato de sódio (contém Au (I)) em ratos, resultaram na proposta de 3 mecanismos anti-inflamatórios distintos:
- a formação de Au (III) a partir do Au(I) do aurotiomalato capta espécies reativas de oxigênio (ROS) como o ácido hipoclórico;
- o Au (III) é uma espécie altamente reativa que desnatura irreversivelmente as proteínas, incluindo proteínas lisossomais que intervêm não especificamente no processo de inflamação quando são libertadas de células no focos de inflamação.
- o Au (III) interfere com as enzimas lisossomais envolvidas no processamento de Antigênios ou pode alterar directamente as moléculas de MHC da via endossomal-lisossomal.
Em última instância, qualquer destes mecanismos pode explicar a diminuição da produção e apresentação de peptídeos auto-antigênicos. Se, para além disto, qualquer destes processos decorrer conjuntamente com um sistema Redox nas células fagocíticas, então as ações anti-inflamatórias poderão ser efetivas durante um período de tempo mais longo, explicando, em grande medida, tanto a atividade anti-inflamatória como os efeitos adversos dos fármacos anti-reumatismais.


EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos podem desenvolver-se após uma quantidade significativa de Ouro se acumular no organismo. Os compostos de Ouro demoram cerca de dois meses até atingirem um nível estável e têm um tempo de semi-vida biológico relativamente longo (pensa-se que o tempo de semi-vida biológico do Ouro depois de uma dose única de um composto de Ouro administrado por via endovenosa, esteja compreendido entre 3 e 27 dias). Dez dias após a descontinuação do tratamento, apenas 70% já foi excretado, tornando os problemas de toxicidade do Ouro que podem ocorrer difíceis de lidar e de ultrapassar rapidamente.
Os potenciais benefícios resultantes desta terapia para doentes com doenças inflamatórias do intestino, rash cutâneo ou história de depressão da medula óssea terão que ser avaliados tendo em conta os riscos de toxicidade do Ouro sobre sistemas de órgãos comprometidos ou reservas diminuídas. É também de considerar eventuais problemas com a detecção e correta identificação dos efeitos secundários.
O Ouro administrado oralmente tem menos efeitos adversos que o administrado intramuscularmente. Normalmente, quando é prescrita a terapia com Ouro oral os efeitos adversos que são observados mais frequentemente são: diminuição do apetitenáuseas, enfraquecimento do cabelo e diarreia, assim como outros problemas ao nível da pelesanguerins ou pulmões. No caso da terapia ser via intramuscular os efeitos adversos mais comuns são rash cutâneo e feridas na boca e mais raramente, problemas renais e supressão da produção de células sanguíneas.


O ouro pode ser tomado na sua forma coloidal também, sem efeitos colaterais expressivos, com exceção de alergias para quem for alérgico ao metal, onde interrompendo o uso some os sintomas.

O ouro coloidal também tem como efeito colateral o sono após 2 ou 3 dias, sonolência intensa, por isso não é adequado tomar durante o dia e sim 3 a 4 horas antes de dormir. O sono é reparador. Isso se dá devido ao seu efeito antipirético.


FONTE GERADORA DE OURO COLOIDAL

A fonte geradora para o ouro coloidal é praticamente a mesma da prata, porém com uma amperagem maior ( 0,5A (ampere) ou 500mA(miliampere), pois com 0,01mA as partículas de ouro não dispersam na água, portanto deve ter 0,5A ou 500mA, 30 a 35 V.

FAZER O OURO COLOIDAL
O processo para se fazer a prata coloidal é mais simples, porém o ouro é necessário adição de sais, aquecimento e agitação, para que as partículas se desprendam dos eletrodos e fiquem dispersas na água, senão ela sai de um eletrodo e cola no outro.
É um processo que requer mais cuidados e dosagens exatas dos sais, no caso cloreto de sódio, citrato de sódio e dependendo da temperatura usar ou não peróxido de hidrogênio.
Esse tema será abordado mais tarde com  mais detalhes e cuidados.

O verdadeiro ouro coloidal é obtido por eletrólise de ouro  24 quilates ou ouro 1000, sem ligas, por eletrolise, adição de sais, aquecimento, vibração, fonte adequada. Tem a cor vermelho rubi, transparente, os eletrodos não produzem cinzas como na prata, tem gosto salobro. Se não for dessa cor, não é coloide de ouro, entenderam?